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O veleiro Ventaneiro quebra o jejum de vitória de um representante do ICRJ depois de 38 anos. A última conquista de um barco brasileiro e do ICRJ na regats Buenos Aires – Rio foi em 1979, com o Veleiro Madrugada.

O veleiro Ventaneiro, um Dufour 500, foi comandando por Renato Cunha, que em 1987 foi recordista da regata, integrando a tripulação do veleiro Cisne Branco (naquela época, da Marinha do Brasil). Esta conquista foi compartilhada por uma tripulação de primeira, que uniu experiência e juventude. A equipe Ventaneiro foi composta por Ricardo Ermel, André Nahoum, Alfredo Rovere, Sergio Goretkin Filho, Felipe Diniz e Breno Osthoff.

A partida da Regata aconteceu no dia 11 de fevereiro no Porto de Buenos Aires. Um público expressivo prestigiou a largada de uma das regatas oceânicas mais tradicionais da vela mundial. Foram oito dias no mar enfrentando condições duras, até a consagração com a vitória.

A decisão de participar da competição aconteceu dias antes, durante as regatas do Circuito Atlántico Sur, em Punta del Este. Segundo Renato, seu pensamento foi pela praticidade: “já que teríamos que levar o barco de volta para o Rio, então por que não ir até Buenos Aires e de lá disputar uma regata até em casa?”. Os tripulantes aceitaram a ideia, Renato convidou mais dois velejadores e assim montaram a equipe – tudo muito corrido e sem preparação prévia.

Mesmo com alguns imprevistos, a vitória parecia estar escrita para eles: “Logo após a largada o time precisou descer a vela grande para fazer um reparo e mexer na tala. Algumas horas mais tarde, a parte hidráulica do backstay também apresentou um problema, que acabou sendo resolvido. Com a regata já em curso, as coisas foram se ajeitando e a preocupação foi apenas em fazer com que o barco velejasse o mais rápido possível em cada condição”, lembrou Renato. E o clima colaborou com ventos fortes vindos de proa, fornecendo condições ideais para a velejada.

Por último, tanto no sul do Brasil quanto na chegada (perto da Ilha da Laje) eles passaram algumas horas de calmaria. Para o timoneiro: “foi um momento muito duro, após 1350 milhas você ver a linha de chegada e não conseguir cruzar. Tivemos que esperar a maré virar e aproveitamos quando ela começou a encher para cruzar a linha. O veleiro argentino Mercenário ainda nos ultrapassou nesta, mas o nosso resultado foi excelente e serviu para coroar todo o esforço da tripulação e garantir a vitória”, conclui Renato.

Fechando a competição com chave de ouro, a equipe do veleiro Ventaneiro subiu ao lugar mais alto do pódio, em grande estilo, na cerimônia de premiação que aconteceu dia 24 de fevereiro, véspera do carnaval, na Pérgula da Piscina.

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