No último final de semana de setembro, a Baía de Guanabara foi cenário de mais uma edição da Taça Alberto Ravazzano. Ao todo, foram quatro regatas de ventos fortes e fracos do quadrante sudeste, divididas em dois dias de competição, com 40 barcos e 50 velejadores na água. Inicialmente, esta era uma tradicional regata somente da Classe Star, estreada em 1988. Com o passar dos anos, foi congregando também as Classes Snipe, Finn e Laser.
Na Classe Star, foram 06 barcos inscritos, com competidores do ICRJ e do Iate Clube de Santos. A primeira colocação ficou com Lars Grael e Samuel Gonçalves, do ICRJ, com o Barco Come Together. A competição serviu como treinamento para o Campeonato Estadual – de 19 a 21 de outubro – e o Sul Americano de Star – de 07 a 11 de novembro -, ambos sediados pelo Clube.
Na Snipe, tivemos 15 barcos competindo, e quem levou a primeira colocação foi Nick Pellicano Grael e Roberto Blum, com o barco Renata Pellicano Grael. Na Classe Finn, Antonio Carvalho Moreira levou a primeira colocação. A Classe Laser, teve como vencedor José Paulo Barcello Dias, com o Barco Kiss. Na Laser Radial, Gabriella Kidd, com o barco Vovó. E na Laser 4.7, a primeira colocação ficou com Marcos Vinicius Ribeiro.
Após as regatas, os competidores puderam confraternizar no sábado, em frente ao Hangar 03. Já no domingo, a festa de premiação foi no Bar dos Pinguins, com churrasco conduzido pelo Superintendente Albérico Arruda e música ao vivo. A presença de Lourenço Ravazzano, filho do Alberto Ravazzano, abrilhantou ainda mais a entrega de prêmios.

Quem foi Ravazzano?
Alberto Ravazzano, baiano de Salvador, deixou sua cidade natal aos 18 anos, e chegou ao Rio de Janeiro, então Capital Federal no ano de 1942. Já estabelecido na cidade maravilhosa, ele conhece Tacarijú Thomé de Paula, um starista com grande experiência no esporte, que lhe apresenta às duas paixões de sua vida – Wanda Camara e o veleiro da classe Star. A sua terceira paixão era o Iate Clube do Rio de Janeiro de onde foi Vice-Comodoro numa das gestões de Carlos de Brito, seu grande amigo. O mesmo cargo ele exerceu na Comodoria de Elias Chafic. Ravazzano assumia a Comodoria nas ausências de Carlos de Brito quando este trabalhava na Organização Internacional do Trabalho (OIT). Nessas horas, cuidava do clube como realmente fosse a extensão de sua casa. Foi dessa forma que cuidou da Ilha de Palmas, a menina de seus olhos. O espírito leve e a alegria de Alberto Ravazzano, são marcas indeléveis deixadas na memória de todos aqueles que o conheceram e com ele conviveram. A Taça Alberto Ravazzano da classe Star foi instituída no ano de 1988, dois anos após o seu falecimento.