A tradicional Cape2Rio, regata oceânica criada em 1971, registrou a maior participação brasileira de sua história na edição mais recente. Com largada em 27 de dezembro de 2025, em um percurso de aproximadamente 3.500 milhas náuticas da Cidade do Cabo, na África do Sul, ao Rio de Janeiro, a competição reuniu 12 embarcações da África do Sul (5), Brasil (3), Alemanha (1), Suíça (1), Noruega (1) e Estados Unidos (1).
O Brasil esteve representado pelos barcos Esperança, comandado por Márcio Lima, e Audaz 2, sob o comando de Francisco Julio Lucchesi (ambos do Veleiros do Sul), além de Theodora Prado, que se tornou a primeira mulher a concluir a travessia em solitário, a bordo do Suidoos II.
O alemão Vineta foi o Fita-Azul da disputa cruzando a linha de chegada em 12 de janeiro de 2026. Esperança e Audaz 2 chegaram na manhã de 15 de janeiro, respectivamente, com diferença de duas horas. Em seguida, concluiu o percurso o Alexforbes Angel Wings, da África do Sul, que, no tempo corrigido da classe ORC, foi o campeão, ficando assim o Vineta em segundo lugar e o barco gaúcho Esperança em terceiro.
“Muito tocante avistar o Pão de Açúcar na aproximação ao Rio pois estávamos velejando há mais de duas semanas, achamos que nunca íamos parar e daí nos demos conta que estávamos aqui. Nunca tinha vindo aqui, é minha primeira vez e poder ver essa costa é algo lindo", disse Felix, comandante do Vineta, ao desembarcar no cais do ICRJ.
Já para Márcio Lima, comandante do Esperança, a chegada teve gosto de superação. “Tive a felicidade de reunir bons amigos e velejadores a bordo. Fizemos uma má largada, mas conseguimos recuperar e lutamos muito para nos manter na frente. Viemos com o balão assimétrico e um barco pesado que não plana. Sabíamos que ao longo da regata iríamos recuperar e foi fantástico”.
Os vencedores do Alexforbes Angel Wings, formados por um projeto social da Cidade do Cabo, enfrentaram um grande desafio ao perder a retranca do barco a 1.200 milhas da linha de chegada. “Quando a retranca quebrou, houve muita indecisão por parte da tripulação. Estávamos todos no convés, fazendo os ajustes necessários, quando finalizamos e a velocidade e ela permanecia a mesma. Mas quem precisa de retranca quando se está navegando a favor do vento? Quando se navega a favor do vento, é preciso deixar o topo aberto”, declarou o comandante Sibusiso Sizatu sobre a decisão que foi fundamental para a conclusão da regata.
O encerramento da Cape2Rio 2025 foi marcado por uma cerimônia de premiação com entrega de troféus, prêmios, homenagens e muita animação, na noite de 27 de janeiro, no Salão Nobre.
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